Imagine a seguinte situação: Bernardo quer cursar Engenharia desde criança, seu maior
sonho é construir o maior arranha-céu que já existiu e ver que seus projetos podem deixar o papel e se tornarem realidade. Ele fez o ENEM 2014 no seu último ano de Ensino
Médio, mas não atingiu a pontuação necessária para Engenharia, mas com a sua nota poderia cursar Administração ou Psicologia. O jovem sofre pressão pelos pais e amigos para prestar o curso em que conseguiu passar, porque além de tudo, acabou a escola, Bernardo não é mais criança e já está na hora de começar a ter responsabilidades como adulto. Mas o que é certo? Desistir de um sonho construído pauladamente durante uma vida, para garantir um salário fixo daqui a quatro anos como psicólogo, considerando que Bernardo não dá a mínima para as funções mentais do ser humano e sim para as práticas e numerológicas? Foi essa reflexão que o garoto do arranha céu fez para tomar sua decisão.
Ele percebeu que ainda existem outras chances e que vale a pena passar o final de semana resolvendo problemáticos matemáticos e perder aquela balada monstro com a turma, e que quando ele estiver formado, todas as baladas, festas, cinemas estarão lá para ele. Ah, lembra das 30 vagas? Ele será o número 1.

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